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7 de Abril de 2020

Você vai conseguir prender seu leitor se fizer uma simples coisa

Comunidade Jusbrasil
Publicado por Comunidade Jusbrasil
há 27 dias

Bom dia, Comunidade!

Sou eu, Matheus Galvão, de novo. Hoje, trazendo nossa primeira pauta à vera, dentro do nosso projeto Bom dia, Comunidade Jusbrasil.

A ideia do texto de hoje veio do comentário que Elane Souza fez no nosso último papo:

Na minha opinião, nem sempre os textos mais visitados são lidos; Às vezes, certos textos tem centenas de visitas, mas as pessoas não lêem, apenas entram para dizer que leu (e o escritor ver que ele entrou) e curtiu por amizade e simpatia ao escritor!

Eu fiz um comentário-resposta, mas achei que valia falar mais aqui. Afinal, esse espaço aqui é pra isso, certo?

A proposta aqui não é responder a questão de quais são os textos mais lidos do Jusbrasil. Pelo menos ainda. A ideia é comentar um pouco a minha percepção sobre os textos mais lidos, que foi o que Elane comentou.

Ninguém lê tudo o tempo todo

Eu me lembro que quando eu comecei a escrever a minha monografia, no final da faculdade de direito. Eu usei mais de 50 livros como referência.

Se eu li todos eles por completo? Não. Talvez uns 10, contando por alto. Mas li alguns capítulos e encontrei trechos bem úteis em outros.

Quando estamos num processo de pesquisa, estamos em busca de informações específicas, que façam sentido no processo de investigação.

No mundo da internet é assim também.

Você já experimentou perguntar ao Google: "Quantos anos Michel Temer tem?"

[vou tomar a liberdade de repetir um meu comentário agora e, depois, continuo a desenvolver o pensamento]

Nem todo texto acessado é lido por completo. Porém, uma coisa deve ser levada em consideração. Se ele tem um número significativo de acessos, isso é um bom indicador de que (1) há algo de relevante nele e (2) pessoas estão encontrando respostas - principalmente respostas específicas sobre algum assunto.

Pense em um texto longo sobre alguma personalidade pública. O verbete da Wikipédia sobre Michel Temer, por exemplo. Esse texto contém pequenas informações valiosas como nome da mãe, do pai, do filho, cidade de nascimento, obras...

É daí que o Google tira aquela resposta simples ali.

E se eu quero saber a idade exata dele, ela estará lá. Se a minha questão é apenas a da idade, por que eu leria o texto completo?

Estamos numa era de objetividade. As pessoas procuram repostas rápidas, que muitas vezes poderão ser encontradas em textos longos, porém completos e cheios de informação úteis.

E em apenas 20 segundos elas poderão passar o olho e encontrar uma resposta.

O que os textos que são devorados têm?

Sim, existem textos que são lidos, devorados e apreciados.

Eu te digo o segredo: esses textos contam histórias, explicam fatos e exploram bem uma característica básica de todo Ser Humano: a curiosidade.

Não estou falando da curiosidade apelativa, pobre (e tem muita gente usando isso...). Eu falo curiosidade de verdade, baseada em pesquisa, uso de fontes ricas e confiáveis.

Esses textos, geralmente, reúnem pequenas informações que, juntas, contam uma história, explicam algo. De fato em fato, ficamos fisgados. Ou porque temos interesse no tema, ou porque a história vai nos levar a descobrir um novo universo.

Curiosidade. Esse é o elemento-chave de uma boa reportagem, de um best-seller de ficção ou não ficção, de um bom documentário ou de um excelente filme.

Então, eu posso te dizer uma coisa, Elane, os textos mais acessados do Jusbrasil são os que informam. E os mais lidos são os que trabalham informação valiosa do começo ao fim.

Só dando exemplo de dois textos meus que tiveram tempo de leitura alto e engajamento bacana. Um deles é uma explicação de como o Google pode usar informações de bons textos (curiosidade) e o outro foi um relato pessoal (história).

- Como deixar clientes bem informados?

- Juiz que não lê petição, advogado que finge que trabalha

12 Comentários

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Excelente, @galvomatheus! Comecei a escrever há poucos dias, e sinto que textos como esse são de grande utilidade para quem está no início, assim como eu. continuar lendo

Seja bem vindo à Comunidade do Jus, @gabrieldepereira! Muito prazer!
Sempre que precisar de algo por aqui, pode falar com a @nataliafoliveira, o @galvomatheus ou comigo. Cuidamos desse espaço maravilhoso chamado Comunidade.
Um abraço! continuar lendo

Muito obrigada por mais essa informação; a do comentário anterior já era quase um texto (autoexplicativo), nem tive capacidade de ali replicar; no entanto, aqui, acrescentou informações ainda mais importantes (definitivamente captado).

Valeu @galvomatheus
Tenha um bom dia, sucesso aí continuar lendo

Bacana Matheus!

Hoje em dia é muito comum no instagram ou youtube as pessoas se valerem de bot para terem mais acessos ou seguidores. Acredita que isso algum dia isso possa chegar a comunidade e passar despercebido? continuar lendo

Deu vontade de escrever sobre o que clicks e curtidas podem trazer...
Sendo que nas minhas percepções nada triviais, mas meramente reais. Rsrsrsrsrs
Não seria neste espaço, mas num Recanto que faço parte como escritora pensante...

Um abraço, Alice!
Saudades! continuar lendo

@aliceaquino sabemos que algumas pessoas criam várias contas fake para recomendar suas próprias publicações, e isso é bem deselegante, ainda mais vindo de uma pessoa da área jurídica. Nós costumamos mandar mensagens para esses perfis para entender o comportamento, e contamos com os reportes para conseguir ficar de olho em tudo! continuar lendo

Excelente texto! Quem busca por soluções jurídicas na internet quer respostas objetivas, se quisesse se deleitar em escritos sobre a realidade social-jurídica compraria um e-book de Dostoiévski. continuar lendo

Dei uma risada enorme por aqui....
E tenho que concordar: Cê tem razão! continuar lendo